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Alô cidade!

Hospital desapropriado

 

E o nosso hospital desapropriado?

Era para estar pronto até junho de 2014, depois foi dito que iria ficar pronto até setembro. Já estamos em julho de 2015 e setembro não demora. O povo não tem opção. O Hospital-Escola não foi preparado para receber todos os doentes de Valença, mesmo com todos os esforços despendidos. Mandar doentes para Conservatória é uma cidade de Valença, voltar para trás em vez de ir para frente.

Porque as obras ficaram paradas?

Primeiro foi dito que tinha água debaixo do hospital, isso não é problema, a ponte Rio-Niterói e bom trecho da Linha Vermelha estão construídas dentro d”água. Depende dos alicerces. Ultimamente, diz-se que o hospital está com as estruturas abaladas. Claro! Depois de tanta marretada, que chegou tremer a casa do vizinho, tem que abalar.

O Comendador José Fonseca – de saudosa memória – não iria construir um hospital com estruturas fracas, como não construiu um “Lar Balbina Fonseca”.

Como já disse outras vezes, após a morte dele o Hospital ficou onze anos sem terminar, apesar das promessas de candidatos, como sempre, após as eleições esqueciam as promessas.

O Hospital José Fonseca, começou a funcionar, dia 8 de dezembro de 1965, graças à ajuda de Dr. Lourenço, Comendador Raif Tabet, que doou um carro e Dom José Costa Campos – amobos de saudosa memória – esse foi de fábrica em fábrica, pedindo aos operários que dessem um dia de salário em benefício do hospital.

Como hospital de interior, funcionou bem. Nunca doente morreu por falta de assistência.
Até então, os médicos recebiam por produção, e atendiam muito bem. Com a cogestão da Prefeitura, eles foram assalariados, com salário sempre aumentando, para o hospital tornou-se dificil ir fazendo os pagamentos médicos.

Como os médicos não ganhavam nem por produção e nem salário, deixaram o hospital. Ninguém pode trabalhar totalmente de graça, cada um tem seus compromissos. Foi esta razão porque o hospital fechou. Houve também, outros problemas, como sempre houve, mas eram todos sanados.

Até hoje, há mais de cinquenta funcionários sem receber. Uns, mesmo doentes, fazendo biscates para seguara aposentadoria.
Quando saio à rua, ouço muitas reclamações pelo problema de Valença, haver agora, apenas um hospital.


Irmã Anna Braga

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